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  • Caio Bruno

Até a próxima CPI


Da esq para dir os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AM) respectivamente vice-presidente, presidente e relator da CPI da Pandemia

Após 6 meses de trabalhos, a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada pelo Senado Federal para investigar as ações e omissões do Governo Federal durante a pandemia da Covid-19 chega ao seu final com a apresentação de um relatório firme com o indiciamento de 66 pessoas (incluindo o presidente da República) e duas empresas. O texto, redigido pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) tem, por óbvio, fortes pinceladas políticas também como aliás a postura de todos os integrantes do colegiado.


O relatório, após ser aprovado pela comissão será remetido às autoridades competentes para providências tais como a Procuradoria-Geral da República, os Ministérios Públicos Estaduais, Tribunal de Contas da União e o Tribunal Penal Internacional.


Mesmo que as investigações nessas instituições não prosperem, é impossível dizer que a CPI terminará em pizza. Uma vez que foi graças ao seu trabalho que veio à tona que a errática condução do Governo no tocante à pandemia não se deu somente por questões negacionistas e ideológicas, mas também com suspeitas de corrupção e demais interesses escusos. Que o digam diversos personagens obscuros que lá apareceram demonstrando que ,para alguns, ganhar dinheiro em qualquer oportunidade é válida, mesmo em uma pandemia e lidando com vidas e mortes.


Obviamente que a CPI da Pandemia se tornou histórica e talvez seja a mais importante do século 21 pelo momento em que foi realizada, mas discordo de alguns observadores que dizem que a população não se esquecerá dela e do que foi descoberto e feito durante esses quase 2 anos de catástrofe em que o Brasil conta com mais de 600 mil mortes.


Os culpados pelos crimes cometidos devem ser julgados e condenados, mas infelizmente a memória popular é curta e muitos dos indiciados e culpados devem ser ou eleitos e reeleitos nas eleições de 2022 ou suas empresas continuarão de vento em popa.


Espero estar completamente enganado, mas no Brasil a lógica é o jornal de hoje embrulhar o peixe na feira de amanhã. Ou seja, um escândalo sobrepõe o outro e assim segue a toada, esperando a próxima bomba e a próxima CPI.

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