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  • Caio Bruno

Chapa Lula-Alckmin: articulação ou especulação?



Uma das notícias que circularam com força no meio político no mês de novembro foi a possibilidade de aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) visando a formação de chapa para as eleições presidenciais de 2022. O petista na cabeça e o ainda tucano como vice.


A notícia causou estranheza já que Lula e Alckmin estão em lados opostos na política há décadas, disputando inclusive o pleito presidencial de 2006 em dois turnos. Além disso, o PT foi a principal força de oposição às gestões do ex-mandatário paulista no Palácio dos Bandeirantes (2001-2003, 2003-2006, 2011-2015, 2015-2018).


Segundo os entusiastas da composição, Alckmin – que sem espaço, está de saída do tucanato – se filiaria ao PSB para ser vice de Lula. Entretanto, o político lidera as pesquisas de opinião para voltar ao Governo do Estado como favorito. Nesse cenário, o caminho seria a ida para o PSD de Gilberto Kassab.


Em política, há terreno fértil para especulações e criação de boatos com objetivos diversos. Seja para estar em evidência, prejudicar ou enaltecer alguém e coisas do gênero. Entretanto, onde há fumaça há fogo, uma vez que além de não negarem a possibilidade de aliança, recentemente Lula e Alckmin trocaram elogios e afagos.


Apesar dos pesares há mais prós do que contras para os envolvidos caso a chapa se concretiza. Além de passar uma imagem de união democrática ampla contra os arroubos autoritários do presidente Jair Bolsonaro, o ex-governador paulista traria votos de setores da sociedade mais conservadores para Lula, que sempre teve dificuldade para vencer as eleições em São Paulo, por exemplo.


A pergunta que fica é: será que Alckmin, franco favorito para um 5 º mandato no Palácio dos Bandeirantes, estaria disposto a trocar uma eleição fácil por uma guinada tão brusca em sua trajetória política? A história e o comportamento do médico de Pindamonhangaba que emergiu como sucessor de Mário Covas no governo estadual diz que não. A conferir.

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