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  • Caio Bruno

Como derrotar as fake news


Ao longo de mais de uma década e meia exercendo a profissão de jornalista entre estágios e trabalhos efetivos em jornais, revistas, agências e setor público, presenciei diversas e naturais transformações do jornalismo e principalmente da forma com que o público consome e absorve as notícias.


Obviamente com a expansão da internet, o boom das redes sociais (e com isso a democratização da produção de conteúdo) e a criação de novas ferramentas de comunicação e compartilhamento de informações foi inevitável a exploração por diferentes setores e interesses dos velhos boatos, hoje mais profissionalizados, estruturados e com novo nome: fake news.


A grande pergunta que diversos setores da sociedade (incluindo nós, profissionais de comunicação) se faz é: como combater a onda de notícias falsas que podem gerar pânico, induzir ao erro e até alterar resultados eleitorais?

Evidentemente que este artigo não trará a resposta definitiva e nem a solução final para essa celeuma, mas existem sim, formas de amenizar e enfraquecer a boataria que tanto prejudica e desinforma.


Uma delas é a obtenção de conteúdo jornalístico de veículos corretos, estabelecidos e com profissionais gabaritados. Independente da mídia. Seja internet, jornal, televisão, rádio, o que for.

Acredite, os meios de comunicação ditos “tradicionais” executam processo seletivo rigoroso na contratação de seus funcionários e os jornalistas que lá trabalham contam com experiência, vivência e credibilidade.


É necessário sempre desconfiar de conteúdo recebido via WhatsApp ou de outra rede social com informações que beiram o surreal, mas que geralmente corroboram com o que você pensa (na política isso acontece muito) o que lhe induz a comprar fake por real. Geralmente esses vídeos ou imagens são produzidas de forma amadora com o objetivo de chamar a atenção, letras garrafais, fotos espalhafatosas e títulos provocativos.


No setor público infelizmente é comum as notícias falsas com as características acima. Um grupo político, por exemplo, plantando boataria de que um adversário não pode ser candidato, sendo que ele pode, que estaria cassado, sendo que não está ou que um governante teria feito ou falado tal coisa que na verdade não disse. Um verdadeiro vale-tudo. Até mesmo enganar a população.


As fake news têm prazo de validade curtíssimo e quanto mais esclarecimentos houver, menos elas vão perdurar. A vacina contra elas é exercer a cidadania e o direito à pluralidade de informação em sua plenitude. Leia de diversas fontes, questione, cheque e pesquise.

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