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  • Caio Bruno

Diminuindo o ritmo dos algoritmos



Esse ano resolvi comemorar o meu aniversário de forma diferente do que em outros períodos. Nada de festas, comemorações, bares ou outras coisas. Além, claro, de ainda estarmos em um momento pandêmico (apesar da grande maioria já ter esquecido disso), decidi fazer uma curta viagem em férias para Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.


Sou desses que o fato eventualmente de não ter companhia não me impede de participar de atividades sociais, sejam elas shows, restaurantes, cinemas, teatros e viagens. Portanto, fui sozinho mesmo.


E desde o começo estava decidido a fazer uma experiência de tentar um detox digital. Ou seja, ficar com o celular desligado grande parte do dia, longe de redes sociais, aplicativos de mensagem ou qualquer outra coisa que me mantivesse conectado e disponível.


Em algumas horas do dia, claro, ligava a internet do aparelho para enviar mensagens para a família e ver as recebidas pela minha data natalícia. O certo mesmo seria eu esquecer o telefone em uma gaveta qualquer, mas precisava dele para tirar fotos da cidade insular que estava acabando de conhecer.


Prezados, a sensação de liberdade é quase indescritível. E o mais louco disso tudo é saber que há até 20 e poucos anos vivíamos sem toda essa facilidade de comunicação e hoje temos uma imensa dificuldade em imaginar como eram as coisas sem isso.


Recomendo a todos em algum momento de sua rotina um detox digital. Faz nos enxergamos melhor e ao mundo como um todo. Além de poupar gatilhos de ansiedade, nervosismo e estresse. É preciso diminuir o ritmo dos algoritmos em nossas vidas.


Pena que nosso sistema de vida nos tornou dependentes de estarmos disponíveis a todo momento, movidos pela urgência da comunicação e pela vaidade das redes sociais. Quem sabe um dia façamos um uso mais saudável dos celulares e outros gadgets. Enquanto isso, vou lembrar como boa recordação da experiência de Ilhabela.

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