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  • Caio Bruno

Muita cortina de fumaça e pouco fogo



Enquanto escrevo esse texto vamos caminhando a passos largos para 430 mil brasileiros que perderam a vida acometidos pela Covid-19. O Brasil continua sendo um dos focos mundiais da pandemia e a vacinação (que é o que realmente importa) acontece em um ritmo muito lento e em alguns lugares parando.


Infelizmente parece que normalizamos todo esse estado de catástrofe, milhares de mortes por dia e pandemia e tentamos seguir uma vida normal, ao menos é o que o ritmo dos acontecimentos políticos vai ditando.


Ao mesmo tempo em que a China, única exportadora de insumos para produção de vacinas, retarda mais uma vez o envio dos produtos por hostilização gratuita e sem nexo do Palácio do Planalto, no prédio ao lado, no Senado Federal acontece a CPI que investiga eventuais omissões do governo. Se terá resultados práticos, não se sabe, mas o que se vê é o palanque mais do que armado já visando as eleições do ano que vem, em discursos situacionistas e oposicionistas.


Boa parcela do grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde ainda não tomou a vacina e outra parte simplesmente não apareceu para tomar a segunda dose. Não há previsão de quando a população brasileira estará imunizada. A vacinação é condição fundamental para a retomada econômica e melhora da vida das pessoas.


Enquanto países do primeiro mundo já ensaiam a volta à normalidade, aqui ficamos mergulhados em factoides, distrações, irresponsabilidades, tratores e as chacinas nossas de cada dia sem reagir enquanto sociedade.


É muita cortina de fumaça para pouco fogo, no caso, vacina.

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