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  • Caio Bruno

Não existe o alguém perfeito



Por mais que todo mundo busque aquele/a que vai nos completar plenamente, fazer-nos felizes, respeitar os momentos, adentrar os espaços na hora certa e ter gostos semelhantes em tudo, esse alguém não existe e nunca vai existir.


Estamos tratando de humanos, não de seres desenvolvidos em laboratórios. E no fim das contas é até melhor que seja assim. O bom da vida é poder contar com alguém nas horas mais difíceis, mas também estar ali no momento que o outro precisa. É discordar em um assunto qualquer banal e minutos depois rir como se nada tivesse acontecido. É construir e estreitar sempre as convergências, ignorando as divergências.


É achar a pessoa que talvez não tenha aquela pegada esperada, mas que se esforce para cada vez mais melhorar, é falar coisas picantes com uma ponta de ingenuidade. Sensível demais, tímido, com problemas de horário, não gostar das mesmas músicas e de falar de política, futebol ou TV, pouco importa. Os pequenos defeitos, que não são defeitos coisa alguma, fazem da relação um espetáculo à parte se forem bem administrados e trabalhados.


A vida é cruel com quem espera muito dela. Ela não dá quase nada e você tem que ir arrancar as coisas nos dentes. O alguém perfeito se torna o alguém ideal e se não tomar cuidado se transforma no alguém quebra-galho. No famoso “não tem tu, vai tu mesmo”.


Por isso, permita-se arriscar. Um vendaval de juvenil inconsequência, de não saber onde vai dar, no rosto não faz mal a ninguém. É tentativa e erro. O alguém ideal surgirá quando menos se espera, desde que abandonemos nosso complexo de perfeição e olharmos para as esquinas, os passos apressados e os sorrisos gratuitos.

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