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  • Caio Bruno

O brasileiro médio chegou ao poder (e foi com Bolsonaro, não com Lula)


Quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se elegeu presidente pela primeira vez em outubro de 2002 houve na sociedade brasileira uma grande catarse. Clima de esperança misturada com ansiedade e aflição, mas principalmente uma sensação majoritária entre a massa de que “um de nós” finalmente havia chegado lá.

Inquestionavelmente a história de vida de Lula era igual ou pior do que a de muitos brasileiros já que ele é sobrevivente da seca e da fome, retirante, amante de futebol e de uma cervejinha aos fins de semana, pouco estudo formal e operário em boa parte de sua vida.


Entretanto, apesar das características de um brasileiro médio, Lula na presidência vestiu o figurino do estadista. Não colocou suas posições pessoais à frente das institucionais, respeitou as regras e entrou no sistema. Usando uma expressão comum no meio político, ele “jogou o jogo”.


O brasileiro mediano com sua falsa hospitalidade e suas posições conservadoras, egoístas, machistas e adepto da horrível “Lei de Gerson” chegou ao poder mesmo foi com Jair Bolsonaro em 2018. E apesar de tudo, foi bom que isso tenha acontecido para derrubar a máscara de bom moço que sempre permeou a imagem geral. Uma hipocrisia a menos.


O atual presidente da república é e continuará sendo um competitivo candidato a reeleição não somente por ter a máquina governamental sob controle, mas sim pela identificação genuína que boa parte desse estrato do Brasil, que aqui chamei de brasileiro médio, tem com ele. Meio tosco, mas “sincero”. Meio rude, mas “autêntico”.


Claro que essa previsão só será concretizada se JB conseguir deixar a economia funcionando. Sabe como é? Mexer no bolso é o céu ou o inferno para um governante. Aqui ou em qualquer lugar do mundo.

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